domingo, 2 de setembro de 2007

Espetáculo Motel Paradiso em Campinas, 01/09/2007 sábado, no Teatro Centro de Convivência.

Ontem fui ao Teatro com meu pai, olha que fofo. Foi uma noite agradabilíssima, Me diverti Bastante. Fomos a um Barzinho antes da peça no Cambuí e depois fomos assistir Motel Paradiso, peça de Juca de Oliveira. Foi ótimo estar com meu pai, só nós dois, conversamos e rimos muito. O que me deixa mais contente foi que ele também gostou do programa. Nossa fiquei muito feliz mesmo, e disse isso pra ele. Encontramos uma grande antiga amiga, Celia, que me conheceu meus pais quando eu ainda era pequena, devia ter uns 4 ou 5 anos. A Célia era namorada de um amigo do meu pai e em todas as festas que eles iam ela me paparicava. E para a minha surpresa, descobri que ela também faz teatro, que se formou pelo conservatório Carlos Gomes e que foi aluna de Abílio Guedes e Amadeu Tilli, que hoje são meus professores. Depois da peça, na saída do teatro, cumprimentei os atores e tirei foto. Eles foram super gentis e simpáticos. Adorei! Bem, a noite foi de mais.
Conheça a história de "Motel Paradiso"Lurdes, dona de casa e exemplar e professora de português, prepara uma festa de comemoração dos vinte e dois anos do seu casamento com Roberto, gerente de banco, por quem é ainda apaixonada.Arruma a mesa, o bolo com as vinte e duas velinhas, uma garrafa de vinho e refrigerantes. Henrique, o filho de dezenove anos, estudante de engenharia a ajuda na arrumação. Bia, a filha de dezenove, estudante de direito, como sempre, não está presente.
Tudo é alegria até que Henrique atende a um chamado de Silvinha, por quem está apaixonado, e ela lhe conta que acaba de sair do seu médico ginecologista, com um diagnóstico positivo de gravidez. Nada de extraordinário se Silvinha não tivesse quatorze anos, noiva de Bebeto e não estivesse grávida - sem saber - há já cinco meses! Lurdes, por acaso, escuta a conversa de Henrique ao telefone e se dá conta de que o filho, quase uma criança, sem emprego, engravidou uma menor e se envolveu num drama que, com certeza, irá comprometerá toda a família.
Silvinha, nervosa e insegura, vai contar aos pais sua recente e trágica descoberta. Acontece que Luiz Fernando, seu pai, presidente do Banco Federal, esta às vésperas de ser reeleito presidente. E uma mãe solteira de quatorze anos - já que não se pode abortar aos cinco meses de gravidez - cai como granada em suas pretensões.
A única saída plausível é casar Silvinha com o sedutor, um menino pobre, sem grande futuro, péssimo partido para uma herdeira de bilhões. Essa realidade é constatada in loco, porque ao ir ao encontro do futuro genro para acertar detalhes, Luiz Fernando fica sabendo que Roberto, pai de Henrique, é um mero gerente de banco do Bairro do Limão. E o que é muito pior: do Banco Federal, o seu Banco!
É nessa atmosfera de crise e desespero que a festa de aniversário de casamento de Lurdes ameaça naufragar, quando as circunstancias desencadeadas pela paixão de Henrique por Silvinha acabam por revelar uma terrível e antiga suspeita: Roberto, o marido que ela tanto ama, respeita e admira é infiel e tem um caso fora do casamento.
Da dor dessa revelação e dos lances pouco edificantes no acerto de contas para a eventual união dos meninos e salvaguarda da Presidência do Banco Federal, emerge a nossa grande heroína: Lurdes: - uma mulher simples, pobre, porém integra e verdadeira, cuja dignidade e caráter acabam por resgatar o que cada um de nós ainda conserva de afeto, compaixão, altruísmo e solidariedade.
Silvinha e Henrique representam a esperança e o futuro. Eles saem incólumes da tragédia, salvos pela pureza do afeto que os une. A peça é uma reflexão sobre o egoísmo e a ambição.

Elenco: Barbar Bruno, Cris Bonna, Mauro de Almeida, Ben- Hur Prado, Bruna Di Tullio, Raoni Careniro e Cristiano Cochrane.

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